Câncer no fígado: causas, sintomas e tratamentos

Paciente Recebendo Diagnóstico de Médica

Além do outubro rosa, que tem como objetivo chamar a atenção para o câncer de mama, o mês é também verde musgo, alertando ao câncer no fígado. Causa de quase nove mil mortes de brasileiros em 2013.

Sendo cerca de cinco mil homens e quase quatro mil mulheres, este tipo de câncer é considerado bastante agressivo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tipo mais frequente é o carcinoma hepatocelular, que ocorre em mais de 80% dos casos.

Outros tipos de câncer no fígado são o colangiocarcinoma (originado nos dutos biliares do fígado), o angiossarcoma (câncer raro que origina nos vasos sanguíneos do órgão) e o hepatoblastoma, tumor maligno raro que atinge recém-nascidos e crianças nos primeiros anos de vida.

Entre os fatores de risco para o câncer de fígado estão:

 

  • Gênero: é mais comum em homens do que em mulheres;
  • Etnia: nos Estados Unidos, de acordo com a Sociedade Americana de Câncer (ACS, na sigla em inglês), asiáticos e nativos das ilhas do Pacífico têm as maiores taxas de câncer no fígado, seguido por índios e nativos do Alasca, hispânicos ou latinos, negros e brancos;
  • Hepatites virais crônicas: pessoas infectadas com os vírus da hepatite B ou C podem ter tendência a ter câncer no fígado;
  • Cirrose: a doença que atinge o órgão também é considerada um fator de risco;
  • Alcoolismo: o uso em excesso de álcool pode causar cirrose;
  • Obesidade: também está relacionada com cirrose;
  • Tabagismo: fumar aumenta o risco de câncer no fígado.

 

Câncer no fígado: conheça as possíveis causas e como preveni-lo

 

Embora os fatores de risco de câncer no fígado sejam conhecidos, exatamente como eles tornam as células cancerosas ainda não é totalmente conhecido. Um câncer ocorre quando o DNA de uma célula é danificado: as moléculas, que formam nossos genes, dão instruções para como nossas células devem funcionar. Alguns orientam como as células crescem; outros, como morrem.

Alguns produtos químicos estão diretamente relacionados às causas do câncer no fígado, por prejudicarem o DNA das células hepáticas. Infecções por vírus também podem danificar o DNA. Entretanto, exatamente como essa alteração no DNA causada por um vírus pode causar câncer no fígado ainda não é compreendido pela ciência.

 

O desafio do diagnóstico precoce e as opções de tratamento para o câncer de fígado

 

Em geral é difícil perceber o câncer no fígado por causa do aparecimento tardio dos sinais e sintomas. Pequenos tumores não costumam ser percebidos em exames físicos, pois o fígado está protegido pela costela. Quando podem ser sentidos, significa que já estão grandes demais.

Ao mesmo tempo, exames de imagem de rotina para câncer de fígado não são recomendados para pessoas que não apresentam fatores de risco. Para pessoas nestes grupos, porém, alguns especialistas recomendam testes de sangue para identificar a presença da proteína AFP, que pode funcionar como um marcador tumoral. Em pacientes com câncer no fígado, os níveis da proteína podem estar elevados, embora isso não sirva para um diagnóstico definitivo.

Caso seja de fato confirmada a presença de um tumor no fígado, as opções de tratamento incluem cirurgia (retirada parcial do fígado ou transplante), radioterapia, quimioterapia, imunoterapia, embolização (injeção de substâncias para bloquear o diminuir o fluxo de sangue para as células cancerosas no fígado) e ablação (injeção de substâncias que destróem o tumor, radiofrequência direcionada, congelamento ou aquecimento do tumor).

A escolha de cada uma delas depende de diversos fatores, entre eles a idade do paciente e o estágio do câncer no fígado.

 

Para obter mais informações sobre os exames que ajudam a diagnosticar o câncer no fígado, entre em contato conosco.

 


 

FONTE:
https://www.cancer.org/cancer/liver-cancer

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *